|
O nosso regresso, para nosso infortúnio, ficou manchado pela desistência, nos restantes metros da última especial, naquela que foi uma óptima prova, com todos os aspectos a conjugarem-se para um rali extraordinário. Dos quais salientamos, a excepcional estrutura técnica a assistir-nos (Ricardo Ramos Automecânica), as condições climatéricas ideais, o público a apoiar as equipas na estrada, com boa cobertura dos media e, claro está, a organização e os parceiros da competição no seu melhor nível.
Na sexta-feira, alguma expectativa e ansiedade da nossa parte, baseadas no facto de estarmos a utilizar o carro pela primeira vez, em competição, após as revisões realizadas e os alinhamentos do mesmo, dado que devido aos nossos compromissos profissionais, não tinha sido possível realizarmos qualquer teste prévio à viatura. Rapidamente, após os primeiros metros, nos demos conta que o mesmo encontrava-se, significativamente, melhor, sendo a precisão da direcção e os alinhamentos, absolutamente, excepcionais, tendo-se, inclusivé, apanhado alguns sustos na curta especial, dados os anteriores “vícios” de condução que detínhamos, face aos alinhamentos menos conseguidos.
No dia seguinte, a estratégia passou a ser aprender o carro, tirar partido da melhor “saúde” do nosso motor e muito em especial, dos alinhamentos da viatura, reaprendendo-se a condução com o “novo” Yaris. O sorriso instalou-se na equipa e fomos desfrutando a cada metro deste pequeno "grande" carro, enquanto fomos melhorando os nossos registos de especial para especial, fomos, também, melhorando o nosso andamento e ganhando mais confiança.

Infelizmente, nas últimas três especiais, começámos a debater-nos com um problema de travões que se foi agudizando, bem como, com a rápida degradação da borracha já usada que colocámos, fazendo com que tivéssemos de passar a gerir o nosso andamento. Quando já nos preocupávamos, somente, em chegar ao final, já em pleno restante quilómetro, da última especial, numa zona de travagem mais forte, voltámos a debater-nos com um pedal sem qualquer curso e mesmo com o recurso à caixa de velocidades e à ajuda do travão de mão, não foi possível evitar um embate, que originou a quebra da rótula da suspensão da frente, impedindo-nos de terminar a prova, sem quaisquer danos pessoais, para nós ou para terceiros, face à boa colocação do público na zona. O facto de termos colocado borracha já usada e de uma delas estar, já, para além dos seus limites, como constatámos, posteriormente, também não colaborou no incidente, ditando a nossa primeira desistência, desta natureza em quatro anos de competição.
Foi, naturalmente, para nós um balde de água fria, ainda para mais quando no meu caso, Ricardo, comemorava o meu aniversário, não era, decididamente, a prenda que gostaria de receber. Mas quem anda no “mundo dos ralis”, sabe que este desporto também se compõe destes “amargos de boca” mas, para nós fica-nos na retina a satisfação de termos um carro que se encontra a um nível bem melhor, que no ano transacto, fruto da revisão que realizámos a todos os elementos mecânicos e muito em especial ao setup que o mesmo apresenta, faltando agora, da nossa parte, obter maior conhecimento do mesmo, para que obtenhamos melhores registos.
É caso para dizer, um até já! No Rali do Marítimo, lá estaremos!
Para terminar, endereçamos os nossos cumprimentos e agradecimentos a todos os que nos têm ajudado e apoiado no projecto, salientando-se o papel crucial dos nossos patrocinadores nomeadamente: Insularmática, Estalagem Encumeada, Madeira Económica, Armazém do Sal, Gaudêncio & Gouveia, Equipvending, O Boléu, Diverfogo, Lavandaria Clássica e Body&Mind. O nosso Obrigado!
Ricardo Gonçalves/Orlando Teixeira |